quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CRIA PROPOSTA DE LEI NACIONAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO



A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ) começou a avaliar a minuta do projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais de segurança contra incêndio e pânico. A proposta foi construída por um grupo de trabalho (GT) composto por representantes dos Corpos de Bombeiros Militares de vários estados. O texto final deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até o final deste ano.

O conteúdo da proposta de regulamentação começou a ser redigido no mês de abril, quando aconteceu a primeira reunião do GT. Além de membros da Senasp, os trabalhos contaram com a contribuição da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom), por meio de representantes de diversos estados e Distrito Federal. Com cerca de 30 artigos, o projeto de lei trata dos critérios para classificação das edificações e áreas de risco; medidas e exigências de segurança; fiscalização; responsabilidades e penalidades.

A proposta traz também diretrizes quanto ao direito de defesa, procedimentos de aplicação de multa e tratamento simplificado para regularização das microempresas, o que dará maior celeridade ao processo de licenciamento. Sugere-se ainda que as unidades da federação criem legislações complementares à lei nacional e mantenham esforços na universalização dos serviços de bombeiros militares.

Dessa forma, o GT conclui seus trabalhos apresentando também um modelo de decreto a ser usado pelos estados e Distrito Federal, auxiliando-os a instituir um regulamento próprio de segurança contra incêndio nas edificações e área de risco. A ideia é alinhar as legislações estaduais, protegendo vidas, reduzindo danos ao meio ambiente e fomentando o desenvolvimento de uma cultura prevencionista de segurança contra incêndio e pânico.

O GT que propõe regulamentação nacional foi criado pela Senasp no mês de março, juntamente com outros três grupos de trabalho, voltados a regulamentar as atividades dos Corpos de Bombeiros Militares e dos Bombeiros Civis, Municipais e Voluntários; padronizar os procedimentos operacionais para os Corpos de Bombeiros e criar um programa educacional nas escolas para prevenir incêndios e desastres.

O Grupo de Trabalho que irá propor Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para os Corpos de Bombeiros deverá reunir-se nos dias 24, 25 e 26 deste mês. Os profissionais que compõem o grupo já concluíram o manual e passam agora para a fase de revisão do material, que traz técnicas e ações padronizadas de resposta a situações de emergências, tanto no que diz respeito à prevenção e combate a incêndio, quanto à busca e salvamento, atendimento pré-hospitalar, resgate e atividades com produtos perigosos.

Fonte: aquiacontece.com.br

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CINCO MANEIRAS QUE AJUDAM A CONSTRUIR UM AMBIENTE DE TRABALHO COM UMA FORTE CULTURA DE SEGURANÇA


A sua empresa tem um programa de segurança do trabalho?

Mesmo em organizações que têm grande parte de seus empregados baseada em escritórios, mantê-los conscientes quanto à segurança do trabalho não só os beneficiam e a liderança também, por meio da redução de dias perdidos por doença ou lesão, mas também comunica aos empregados o que a empresa, de fato, se preocupa com a sua saúde e bem estar.

Claro que, em indústrias, incluindo manufatura, construção, engenharia, energia e assim por diante, saúde e segurança e meio ambiente são muitas vezes fundamentais para o sucesso da empresa. As agências reguladoras podem fechar os locais de trabalho ou impor multas que podem custar a uma empresa futuros contratos.

O problema com os reconhecimentos de "sem incidentes de segurança "

Nessas organizações, com um compromisso com a segurança, que consideram a importância de reconhecimento, as conduzem a um novo nível de urgência.

A maioria das empresas com um consolidado programa de saúde e segurança do trabalho e meio ambiente também oferece algum tipo de incentivo ou programa de recompensa para encorajar os resultados desejados. Mais raro, no entanto, são os programas que, em primeiro lugar, reforçam os comportamentos desejados.

Caso em questão: Os típicos reconhecimentos "sem incidentes de segurança". Estes são estruturados de tal forma que, pura e simplesmente, se nenhum incidente é incorrido ou relatado, então os empregados são recompensados​​. Mas, em muitos casos, esses tipos de programas só servem para encorajar os empregados a varrerem os incidentes para debaixo do tapete.

Outro desafio é a postura muitas vezes reativa para os desafios de segurança. Muito melhor é promover comportamentos proativos desejados que criam um ambiente de trabalho seguro.

5 dicas para um ambiente de trabalho mais preocupado com a segurança

1.  Determine 3 a 5 valores fundamentais para a segurança em seu ambiente de trabalho. Por exemplo, inovação, coragem, liderança e eliminação proativa de riscos.

2.  Estruture um programa de reconhecimento estratégico de segurança para encorajar a somente reconhecer os empregados quando eles demonstram comportamentos críticos alinhados com esses valores, levando a um ambiente de trabalho mais seguro. Por exemplo, reconhecer um colega pela "coragem”, quando ele escolheu fechar um local de trabalho até que uma situação insegura fosse resolvida.

3.  Comunique intensivamente e treine os empregados sobre a nova abordagem para reconhecer e premiar comportamentos compatíveis com os valores fundamentais da segurança. Certifique-se que a ênfase é colocada em reconhecer e recompensar os comportamentos e ações diárias que levam a um ambiente de trabalho mais seguro (e não apenas a prevenção de incidentes de segurança).

4.  Use os dados agora disponíveis através do programa de reconhecimento de segurança para caracterizar aquelas pessoas que mais frequentemente contribuem para um ambiente de trabalho seguro.

5.  Mantenha o ritmo, compartilhando regularmente histórias detalhadas de reconhecimento de segurança em torno de um determinado valor a cada mês.

Fonte: administradores.com.br

terça-feira, 10 de setembro de 2013

TREINAR E MAIS QUE ENSINAR, E PEVENIR!


Nos últimos anos o Brasil tem registrado em média 700 mil acidentes do trabalho por ano e desse total, aproximadamente 3 mil trabalhadores perdem a vida em decorrência dos acidentes. Isso sem contar o alto número de trabalhadores que se tornam inválido temporariamente ou permanentemente, desfalcando os cofres públicos com tratamentos, pensões e indenizações.

Atualmente a cobrança às empresas para investimentos em prevenção vem crescendo de forma a forçar investimentos, visando à redução desses números e consequentemente os gastos por parte da Previdência Social.

Mas mesmo assim os acidentes continuam acontecendo e com isso aumenta os custos.

Muitos acidentes (A grande maioria) podem ser evitados sem a necessidade de investimentos, ou apenas com pequenos gastos, apenas se antecipando aos riscos e prevenindo os acidentes ou pelo menos os danos (materiais ou físicos) provocados pelos acidentes.

Na última quarta-feira (04-09-2013) foi noticiado por vários meios de comunicação o naufrágio do barco pesqueiro “Vô João G”, o qual tinha 17 tripulantes abordo e do total 05 continuam desaparecidos.

Você deve estar se perguntando... Mas o que tem a ver esse naufrágio com texto acima¿

Bom. Na sexta-feira passada (06-09-2013), li no Diário Catarinense a matéria intitulada como “Relatos de um Naufrágio”, onde um dos sobreviventes (Cleber de Brum) concedia entrevista ao Diário Catarinense, contando em detalhes o antes, durante e o depois do naufrágio.

Duas perguntas feitas pela (o) reporte ao náufrago, me chamou atenção suas respostas.

Na primeira ele é questionado como saíram com o bote salva-vidas e sua resposta foi a seguinte: “ Quando tentamos pegar o equipamento entramos em desespero, porque a gente não sabia usar aquilo. Eu e os outros colegas nunca tínhamos usado o bote salva-vidas . Buscamos uma faca para cortar a corda e ninguém achava. A gente precisaria de treinamento para que o uso do equipamento fosse mais eficiente. Nunca passei por um treinamento”.

Na segunda pergunta a qual foi questionado como passaram a madrugada abordo do bote salva-vidas, essa foi sua resposta: “Parte dos colegas estava sujo de óleo por ter entrado em contato com o que vazou do barco e com a água ao ir para o bote. Por isso eles tiraram as camisas. Estava muito frio e principalmente quem estava sem camisa começou a tremer muito. Depois de um bom tempo é que encontramos no bote três cobertores térmicos. A gente estava com muito medo. As ondas poderiam fazer com que a gente se chocasse com uma ilha ou rochas a aí seria o fim, morreríamos afogados ou esmagados nas pedras”.

Diante das respostas, fica claro que a prevenção falhou. Não estou dizendo que a prevenção poderia ter evitado o naufrágio, afinal não sei quais foram os motivos para isso. Porém, me refiro no fato de eles disponibilizarem de um equipamento de grande importância para salvar a vida da tripulação (e que salvou os que conseguiram chegar até o bote e permanecer sobre ele) e eles não saberem com funciona, não saberem da existência de cobertores térmicos para serem usados em caso de emergência, simplesmente pela falta de treinamento.

É comum empresas disponibilizarem Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mas de nada adianta esses equipamentos, esses investimentos, se as pessoas que vão utilizá-los em caso de emergência não saibam usar. É preciso treinar quanto ao uso desses equipamentos, quanto aos procedimentos a serem seguidos. Se faz necessário um plano de emergências bem elaborado e de conhecimento de todos, para que na hora da emergência as pessoas não entrem em desespero sem saber o que fazer.

Mas também não dá para culpar somente a empresa, pois os trabalhadores devem ter interesse em preservar a própria integridade e não ficarem só esperando. Tem muitas pessoas que quando a empresa proporciona um treinamento, os mesmos não querem participar porque consideram desnecessário.

Depois do ocorrido com essa embarcação e da dificuldade enfrentada pela tripulação para usar o bote, todos têm consciência de que devem ter um treinamento. Mas será que teriam a mesma opinião se a empresa oferecesse um treinamento antes¿

O que temos que ter em mente é que não podemos esperar algo dar errado para depois ver o que fazer. É preciso se antecipar e tentar identificar o que pode acontecer e o que podemos fazer para evitar a ocorrência ou no mínimo minimizar os danos.

TREINAR É MAIS QUE ENSINAR, É PREVENIR!


  

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MOTIVOS PARA INVESTIR EM SEGURANÇA DO TRABALHO

Muitos pensam que acidentes são causados por fatos que fogem ao controle de quem o causou e/ou sofreu. De fato, isso é verdade. Porém é errôneo pensar que o acidente é algo que não possa ser evitado. O empregador deve ter a consciência de que todo fator de risco causador de algum acidente de trabalho é totalmente evitável, passível de prevenção. Para isso, deve-se conhecer quais os fatores causadores de acidentes no trabalho:

Condições inseguras, inerentes às instalações, como máquinas e equipamentos;

Atos inseguros, entendidos como atitudes indevidas do ser humano;

Eventos catastróficos que podem advir da natureza, como inundações, tempestades, etc.

Cada um dos fatores citados acima podem ocasionar inúmeras situações de risco dentro de um local de trabalho e, cada uma dessas situações de risco só pode ser detectada com estudos técnicos, principalmente no campo da engenharia, que por meio de ações constantes e educacionais capazes de eliminar essas as condições de insegurança.

Todo empresário sabe que os acidentes de trabalho representam prejuízo financeiro para o negócio e, também por outros motivos como a responsabilidade social que todos devem estar cientes da importância de tê-la, é importante ter-se noção dos eventuais prejuízos que a falta de investimentos nas áreas de prevenção a acidentes de trabalho podem causar:

Parcelas do custo de acidentes

O custo total do acidente do trabalho pode ser em duas parcelas: o custo direto e o custo indireto, ou seja:

“C.T. = C.D.+ C.I.

O custo direto não tem relação com o acidente em si. É o custo do seguro de acidentes do trabalho que o empregador deve pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social -INSS, conforme determina do no artigo 26 do decreto 2.173, de 05 de março de 1997. Essa contribuição é calculada a partir do enquadramento da empresa em três níveis de risco deacidente do trabalho (riscos leve, médios e graves) e da folha de pagamento de contribuição da empresa. Perceba:

1% (um por cento) para a   empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado leve;

2 % (dois por cento) para a empresa em cuja atividade preponderante esse risco de acidente do trabalho seja considerado médio;

3 % (três por cento) para a empresa em cuja atividade preponderante esse risco de acidente do trabalho seja considerado grave.”

Fonte: Ministério do Trabalho

Ainda, mensurando os prejuízos causados em um acidente de trabalho:

O empregado encarregado de suprir o trabalhador acidentado despendera esforço extra, inclusive passando novamente pelo risco inerente à atividade.

O empregador pagara duplamente pelo mesmo serviço;

O operário ficará prejudicado em sua saúde;

O empregador arcará com as despesas de salário do acidentado, do dia do acidente e dos seguintes quinze dias;

A empresa seguradora (no caso do INSS) pagará as despesas de atendimento médico e os salários a partir do 15º dia até o retorno do acidentado ao trabalho normal;

O empregador terá de gastar em contratação de um novo empregado para manter o mesmo volume de produção ou, senão, sobrecarregar outros funcionários com a tarefa extra do trabalhador afastado.

Sendo assim, é evidente que os prejuízos com o acidente de trabalho são enormes, caso a empresa não invista em um plano de prevenção. Somente uma organização com engenheiros capacitados e experiência no mercado poderá dar o suporte necessário que o empreendedor precisa neste assunto e, neste ponto, o IMEST é referência.


Fonte: imest.com.br

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

DAR UM BASTA ÀS MORTES DOS TRABALHADORES


O desabamento que matou dez operários numa obra encomendada pela rede Torra Torra, em São Mateus, na zona leste de São Paulo, se soma às milhares de mortes de trabalhadores que acontecem todos os anos no Brasil.

Essa triste estatística se perpetua porque a irresponsabilidade dos gestores públicos (de repente, ninguém tem culpa), dos engenheiros, arquitetos e da empresa que encomendou a obra reforça, junto à opinião pública, a indiferença para com a vida dos trabalhadores.

Enquanto continuar a morrer operário, migrantes que saem de suas terras para ajudar a construir o Brasil, as notícias até chegam às primeiras páginas, até viram reportagens humanas e emocionantes no Fantástico. Mas é só.

A matança de trabalhadores continuará porque os gestores públicos, prefeitos, fiscais, engenheiros e arquitetos responsáveis pelas obras, assim como governadores e altos escalões do poder executivo federal, o Poder Judiciário e o Ministério Público do Trabalho  não estão nem aí.

Vivemos uma guerra constante com mortes de trabalhadores que superam as mortes dos soldados norte-americanos na Guerra do Vietnã, entre 1964, quando entraram, e 1975, quando os americanos saíram derrotados do conflito. Nos 11 anos da participação dos EUA na guerra, morreram 58.193 norte-americanos.

No Brasil, em 11 anos, estima-se que morram perto de 30 mil operários, enquanto trabalham para gerar riquezas para nossa Nação.

Trabalhadores que deixam para trás famílias inteiras que dependiam daquele salário e que tinham a esperança de ver seus filhos, maridos e pais voltarem para suas casas ou suas terras para continuarem a convivência familiar.

Fonte: www.redebomdia.com.br